Recentemente, a nova vice-presidente executiva de Pessoas da Vale, Catia Porto, compartilhou em suas redes sociais reflexões sobre a política de recursos humanos da empresa. Em suas postagens, ela destacou uma transição da ênfase em Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) para um foco maior em Mérito, Excelência e Inteligência (MEI), sugerindo que a cultura “woke” está perdendo espaço e que a performance é o elemento central no momento.
Paralelamente, uma pesquisa realizada pelo DataMG no final do ano passado revelou que uma parcela significativa dos funcionários da Vale em Itabira demonstrava insatisfação com as políticas de diversidade implementadas pela mineradora. No entanto, muitos relataram receio de expressar abertamente suas opiniões devido ao medo de possíveis represálias. Como o caso dos banheiros unissex. Leia mais
Esses acontecimentos indicam um momento de reflexão dentro da Mineradora, onde a liderança busca equilibrar a promoção da diversidade com a valorização da meritocracia. Alguns creditam essa mudança de postura pela troca de comando nos Estados Unidos, com chegada do novo presidente Donald Trump. Fato é, que, várias empresas como JP Morgan, Meta (dona do Facebook e Instagram), Amazon, Harley-Davidson, entre outras, caminham nesta direção.
Em comunicados a imprensa, a Vale deixa transparecer que enfrenta o desafio de alinhar suas políticas internas às expectativas de seus colaboradores, garantindo um ambiente inclusivo que também reconheça e recompense o desempenho individual.
A dúvida se essas mudanças podem impactar a empregabilidade das minas de Itabira e região, já fragilizada com os receios da exaustão mineral e o “fechamento temporário” da mina Cauê.