O mercado educacional é um dos que mais crescem no mundo, impulsionado por novos hábitos da sociedade, onde os pais desejam que os filhos passem o máximo de tempo possível na escola. Por isso, as instituições de ensino têm investido pesado em inovação e infraestrutura.
A mais recente tendência é a criação de uma espécie de “marketplace estudantil”, algo como um “shopping para estudar”, um local onde os estudantes têm acesso a uma ampla oferta de serviços educacionais. Em Itabira e João Monlevade, as instituições de ensino estão avançando nessa direção.
Um exemplo é o Colégio Auge, que alugou boa parte de um prédio recém-construído pelo Grupo Belmont na Avenida João Pinheiro. Já o CEAM optou por ampliar suas instalações, construindo uma nova unidade no bairro Caminho Novo.
O CESE também se destaca, com uma ampla estrutura no bairro Gabiroba, onde alugou dois andares de um prédio construído pelos proprietários da Equimacon. Já o tradicional Colégio Nossa Senhora das Dores fez uma parceria com a Escola de Vôlei do conhecido técnico Bernardinho.
Em João Monlevade, um destaque foi a mudança do CESP, em 2019, para o antigo Clube da ACM. A escola particular passou a contar com um espaço amplo de cerca de 10 mil metros quadrados, ideal para aplicar seus métodos de ensino. Enquanto o Colégio Kennedy faz parcerias de intercâmbio internacional com a TZ Viagens da mesma cidade.
A transformação de escolas em “marketplacesestudantis” consiste em oferecer, além do ensino tradicional, uma gama de serviços como idiomas, esportes, artes, reforço escolar, etc, tudo no mesmo espaço. Acreditamos que a inspiração vem de exemplos globais como a GEMS Education, dos Emirados Árabes, e a Nord Anglia, com sede em Hong Kong.
Esse modelo promove conveniência, personalização e diversificação de receita. Os benefícios incluem a retenção de alunos e a atração de famílias, mas ele exige uma gestão eficiente e alinhamento com a missão educativa para evitar custos excessivos ou perda de identidade.
Resta saber também, se as famílias vão conseguir bancar estes custos, em média a mensalidade das escolas particulares está em cerca de R$ 2.000,00 somando-se aos custos de material escolar e uniforme. O pior pode acontecer para as pequenas escolas que podem perder competitividade e fecharem as portas.
Pesquisas do DataMG Centro de Informação e Pesquisas mostram que a competição entre escolas particulares por alunos é cada vez mais intensa. Confira os gráficos de Itabira e João Monlevade e veja a posição de cada escola no ranking DataMG das Marcas Mais Lembradas.
Itabira
João Monlevade