João Monlevade e Itabira vivem um momento crítico, com impactos diretos no desenvolvimento econômico e no futuro dos investimentos na região. Enquanto essas cidades enfrentam entraves políticos e falta de direcionamento estratégico, grandes empresas estão deslocando seus investimentos para outras localidades.
A ArcelorMittal, que chegou a anunciar um investimento bilionário em João Monlevade, cancelou a ampliação da usina e realocou os R$ 4 bilhões para Tubarão, no Espírito Santo (saiba mais). Além disso, o novo traçado da BR-381 pode desviar o fluxo de veículos pesados da cidade, afetando diretamente o comércio, serviços e o mercado imobiliário.
Já Itabira caminha para a exaustão mineral prevista para 2041, mas o que se vê é a Vale priorizando o Corredor Norte e investindo no Pará. A mineradora anunciou a construção da maior planta mundial de cimento sustentável, utilizando rejeitos de minério, mas a unidade será instalada em Ourilândia do Norte (PA) (saiba mais).
Enquanto isso, projetos estratégicos para a cidade patinam há anos, como a duplicação da estrada que liga Itabira ao trevo da BR-381 e a transposição do Rio Tanque, atrasada por impasses políticos, burocracia da Vale e questões ambientais (saiba mais).
O tempo está passando, e a falta de um plano sólido de transição econômica coloca João Monlevade e Itabira em um cenário de incertezas. Se os desafios não forem enfrentados com urgência, a região pode perder ainda mais relevância econômica e investimentos estratégicos.